terça-feira, 22 de maio de 2012

Invisibilidades

Escrito em 03/04/2012

Que se dane o fio de vida permanente na ambulância que passa nessa esquina a qual meus olhos já estão cansados de ver e enxergar e tentar transferir-se para o ser de absolutamente tudo o que se move e o que não se move na estrada que compreende estes poços fundos de pensamentos meus emaranhados com os teus se é que os teus não se contêm somente a ti e a essa esquina de flores pisadas chicletes grudados copos amassados que fazem do asfalto seco solitário e não tão mais após a chuva que o umedece em um quase suspiro quase alivio como um ato de companheirismo que de uma forma ou de outra junta estes resquícios de cidades de pessoas de tempos e vidas gastos ainda mais para que logo sejam um só que me lembrem dessa esquina dessa ambulância dessas pessoas desse tempo que passou por mim.

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