Escrito em 12/04/12
Porque por trás desses devaneios todos e ansias e esperas onde estive sempre presa, foste tu o único a tocar meu braço. E leve e intenso e "infinito enquanto dure" e tão presente e aconchegante e me permites sentir que estás aqui, tangível e meu. Me deste o arbítrio e me vestes com ele a cada dia. Me forneceste o controle e não ouso dizer que não me assusta o peso da decisão de todas as possibilidades. P-o-s-s-i-b-i-l-i-d-a-d-e-s, me soletras para que o meu cérebro processe bem.
Tornas o projetável possível, deixas que a luz de uma parte inabitável (e imprescindível) da vida se acenda, e eu não só a enxergo, eu a sinto, eu a vivo.
Muito obrigada por, com cuidado, depir-me dessa casca quase impenetrável de vidas não vividas, de aspirações descuidadas que, ao teu lado, vou deixando pra trás.
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