O fio elétrico se mexe insistente, mas aqui dentro nenhum movimento brusco. Talvez quiséssemos nós estar nos debatendo contra a parede, como esse fio elétrico pendurado na janela que parece protestar à nossa inércia.
Continuamos inertes, seja o que for que motive as nossas vísceras. Um objetivo em comum nem sempre tão objetivo. Acho que muitas vezes nem vem de dentro de nós. Mas está ali, como numa feira de maçãs aparentemente podres e maduras a uma escolha aparentemente nossa.
Entre e foco e desistência, nos distraímos. Com muito ou quase nada.
Existe vida além do eterno apontar de lápis e canetas que acabam e cadernos cheios de reproduções. O que em tese libertaria, aprisiona cruelmente. Mas que besteira, que besteira, que adianta pensar nisso? Não chego a nada além da distração que enxergo claramente em uns, em outros nem tanto.
Aqui ao lado, uma abaixa a cabeça, molha os lábios, olha pra cima. Talvez esteja pensando na revolução do sistema de ensino. Talvez esteja pensando nas tão restritas maneiras de resolver os problemas apresentados. Ou talvez esteja apenas pensando em flores.
Com certeza aqui atrás estão pensando em bombom, em pastel, em dinheiro. Sexo num ponto disfarçadamente latente nas cabeças da maioria presa aqui. Á frente, o vaivém de papéis e o impossível do inconsciênte que não aja nessas imensas moléculas de concentração, porque a sensação de ser emersa e coagida por algo terrivelmente maior e exterior à vontades alheias submete não só à mim que sou fio elétrico debatendo contra a parede, contra o chão, contra o quadro, enquanto recebo passivamente outra apostila.
Que tipode classificação é essa? Aproveitável ou chato?
ResponderExcluirTua baixa auto-estima me deprime. Essa porra de texto tá muito foda.
Como eu só havia lido o primeiro paragrafo, só fui entender agora.
Muitos Beijos na bunda de seu futuro mecenas.